Invade-me a saudade,
dos tempos passados,
em que as minhas asas eram grandes e belas,
cheias de cores e sons,
quando voava,
todo o seu esplendor
se reflectia no horizonte.
Vivo assim,
neste sopro,
como num conto de fadas,
em que a ilusão de viver feliz para sempre,
se desvanece num momento.
E quando a besta da realidade,
teima testar-me,
por à prova esta minha vontade,
de permanecer fiel a mim mesma,
colocando obstáculos no meu caminho,
como espinhos numa rosa,
que tanto me aproxima,
como me afasta,
nessas ruas onde te encontro,
nessas ruas onde te perco,
eu voo sozinha,
em busca do meu porto seguro.
Fecho-me numa concha,
que me protege,
tal como uma fortaleza impenetravel,
onde nenhum principe encantado entra,
guardo para mim
os sorrisos que não dou,
as lágrimas que não choro
e os sonhos que não tenho.
E nesse meu mundo,
nada me derruba,
nada me perturba,
vivo serena,
tranquila,
feliz,
porque as minhas asas,
agora,
gastas e descoloridas,
apenas com traços do que foram,
continuam a levar-me aonde quero.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Pertencer
A minha primeira vontade foi a de pertencer.
Nasci a sentir que pertencia a nada e a ninguém.
Nasci de graça.
Cresci com esta fome humana,
que continuou a me acompanhar pela vida,
como se fosse um destino,
que me espreita a cada esquina,
que se esconde debaixo de cada pedra,
que me assombra em cada noite.
Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém,
é que me tornei bastante distante,
tenho medo de me revelar,
de mostrar o quanto preciso,
que descubram como sou pobre.
Sou, sim.
Muito pobre.
Só tenho um corpo e uma alma.
E preciso de mais do que isso.
Muito mais.
Com o tempo,
O que eu queria,
e não posso,
é por exemplo que tudo o que viesse de bom de dentro de mim,
eu pudesse dar àquilo a que eu pertenço.
Mas,
como não pertenço,
não sou de nada nem de ninguém,
guardo em mim,
dentro de uma caixa fechada,
embrulhada nos meus melhores sentimentos,
tal como uma prenda que não tem a quem se oferecer,
à espera de pertencer.
Mesmo as minhas alegrias,
como são solitárias às vezes,
e não porque estou só,
e muito menos porque temo a solidão,
simplesmente porque não tenho a quem pertencer.
E pertencer,
não é ser propriedade de alguém,
porque isso eu já fui,
fui filha de alguém,
namorada,
mulher,
mãe,
pertencer é ter algo ou alguém a que se entregar,
é estar lá incondicionalmente,
partilhando,
sonhando,
vivendo,
despidos de mascáras,
de preconceitos,
de rancores.
E embora a vida me tenha dado,
ocasionalmente,
momentos em que percebi
que podia pertencer,
para logo mos tirar,
não senti que pertencia,
continei sem pertencer,
porque não havia com quem partilhar,
quem quisesse aceitar as minhas incompreensões,
os meus erros,
os meus defeitos.
Descobri,
tarde,
que enquanto não pertenço,
porque pertencer é amar,
ser amado,
ser especial e sentir que temos o poder de fazer alguém sentir-se especial,
vou pertencendo à vida,
porque enquanto vivo sonho,
e enquanto sonho,
crio em mim a ilusão que afinal pertenço,
e no fim do dia,
pertenci a mim,
porque fui fiel ao meu sonho.
Nasci a sentir que pertencia a nada e a ninguém.
Nasci de graça.
Cresci com esta fome humana,
que continuou a me acompanhar pela vida,
como se fosse um destino,
que me espreita a cada esquina,
que se esconde debaixo de cada pedra,
que me assombra em cada noite.
Exatamente porque é tão forte em mim a fome de me dar a algo ou a alguém,
é que me tornei bastante distante,
tenho medo de me revelar,
de mostrar o quanto preciso,
que descubram como sou pobre.
Sou, sim.
Muito pobre.
Só tenho um corpo e uma alma.
E preciso de mais do que isso.
Muito mais.
Com o tempo,
O que eu queria,
e não posso,
é por exemplo que tudo o que viesse de bom de dentro de mim,
eu pudesse dar àquilo a que eu pertenço.
Mas,
como não pertenço,
não sou de nada nem de ninguém,
guardo em mim,
dentro de uma caixa fechada,
embrulhada nos meus melhores sentimentos,
tal como uma prenda que não tem a quem se oferecer,
à espera de pertencer.
Mesmo as minhas alegrias,
como são solitárias às vezes,
e não porque estou só,
e muito menos porque temo a solidão,
simplesmente porque não tenho a quem pertencer.
E pertencer,
não é ser propriedade de alguém,
porque isso eu já fui,
fui filha de alguém,
namorada,
mulher,
mãe,
pertencer é ter algo ou alguém a que se entregar,
é estar lá incondicionalmente,
partilhando,
sonhando,
vivendo,
despidos de mascáras,
de preconceitos,
de rancores.
E embora a vida me tenha dado,
ocasionalmente,
momentos em que percebi
que podia pertencer,
para logo mos tirar,
não senti que pertencia,
continei sem pertencer,
porque não havia com quem partilhar,
quem quisesse aceitar as minhas incompreensões,
os meus erros,
os meus defeitos.
Descobri,
tarde,
que enquanto não pertenço,
porque pertencer é amar,
ser amado,
ser especial e sentir que temos o poder de fazer alguém sentir-se especial,
vou pertencendo à vida,
porque enquanto vivo sonho,
e enquanto sonho,
crio em mim a ilusão que afinal pertenço,
e no fim do dia,
pertenci a mim,
porque fui fiel ao meu sonho.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Amor
Amor,
todos procuramos e poucos encontramos...
Amor,
amar e ser amado,
no entanto,
enquanto uns amam outros são amados.
Juntar na mesma pessoa
a essência de amar e ser amada,
é uma cruzada quase impossivel,
que quando acontece
dificilmente se reconhece e se aceita.
Amar,
um verbo fácil de pronunciar
mas dificil de executar,
porque,
como seres egoístas que somos,
todos preferimos ser amados.
O amor começa em mim,
no sentido que lhe dou,
quando me amo,
me aceito,
me quero.
Deixe que se espalhe,
ao sabor do momento,
de acordo com as minhas vontades,
com a sminhas verdades,
e quando a vida tenta,
por vezes consegue,
desviar-lhe o percurso,
o sentido,
de ser eu quem ama,
de ser eu quem é amada,
fico perdida,
num mar de incertezas,
sobre essa proeza a que chamamos amor.
Mas,
continuo a sonhar,
que um dia,
o amor será meu,
estará em mim,
comigo,
e serei ainda mais feliz.
todos procuramos e poucos encontramos...
Amor,
amar e ser amado,
no entanto,
enquanto uns amam outros são amados.
Juntar na mesma pessoa
a essência de amar e ser amada,
é uma cruzada quase impossivel,
que quando acontece
dificilmente se reconhece e se aceita.
Amar,
um verbo fácil de pronunciar
mas dificil de executar,
porque,
como seres egoístas que somos,
todos preferimos ser amados.
O amor começa em mim,
no sentido que lhe dou,
quando me amo,
me aceito,
me quero.
Deixe que se espalhe,
ao sabor do momento,
de acordo com as minhas vontades,
com a sminhas verdades,
e quando a vida tenta,
por vezes consegue,
desviar-lhe o percurso,
o sentido,
de ser eu quem ama,
de ser eu quem é amada,
fico perdida,
num mar de incertezas,
sobre essa proeza a que chamamos amor.
Mas,
continuo a sonhar,
que um dia,
o amor será meu,
estará em mim,
comigo,
e serei ainda mais feliz.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Sonhar
Cada vez que respiro,
sinto o ar entrar no meu corpo,
e a cada batimento do meu coração,
abraço a vida que me pertence,
que me faz vibrar e descobrir,
em mim,
comigo,
um novo sentido no minha existência.
Estou viva,
sou abençoada,
pela vontade de viver,
de sonhar,
de voar.
E em cada voo que faço,
trago comigo um pedaço de céu,
para decorar o meu ninho.
Encho o meu canto,
a minha alma,
com os momentos de felicidade,
que vou coleccionando,
das gentes,
dos lugares,
onde fui,
onde estive
e com quem vivi.
Senti o sabor do amor,
a cor da paixão,
a força da amizade,
a sabedoria da tranquilidade
e a certeza da serenidade.
Sou de mim,
não pertenço a ninguém,
não existe companheiro para mim,
uma alma que me complete,
que me encaixe,
mas continuo a sonhar que estás por aí,
à minha espera,
que virás à minha procura,
que me encontrarás,
quando eu já não quiser voar sozinha,
e também tu sentirás o mesmo desejo,
partilhar o sonho,
a esperança,
o amor...
Saber que somos felizes,
porque existimos,
porque estamos no outro,
com o outro,
e com o tempo seremos um,
com o melhor de cada um,
porque terei vontade,
a mesma que tu,
de estar contigo.
sinto o ar entrar no meu corpo,
e a cada batimento do meu coração,
abraço a vida que me pertence,
que me faz vibrar e descobrir,
em mim,
comigo,
um novo sentido no minha existência.
Estou viva,
sou abençoada,
pela vontade de viver,
de sonhar,
de voar.
E em cada voo que faço,
trago comigo um pedaço de céu,
para decorar o meu ninho.
Encho o meu canto,
a minha alma,
com os momentos de felicidade,
que vou coleccionando,
das gentes,
dos lugares,
onde fui,
onde estive
e com quem vivi.
Senti o sabor do amor,
a cor da paixão,
a força da amizade,
a sabedoria da tranquilidade
e a certeza da serenidade.
Sou de mim,
não pertenço a ninguém,
não existe companheiro para mim,
uma alma que me complete,
que me encaixe,
mas continuo a sonhar que estás por aí,
à minha espera,
que virás à minha procura,
que me encontrarás,
quando eu já não quiser voar sozinha,
e também tu sentirás o mesmo desejo,
partilhar o sonho,
a esperança,
o amor...
Saber que somos felizes,
porque existimos,
porque estamos no outro,
com o outro,
e com o tempo seremos um,
com o melhor de cada um,
porque terei vontade,
a mesma que tu,
de estar contigo.
domingo, 9 de maio de 2010
Será assim...
A vida passa
e eu tento acompanhar,
tantas as cores que não distingo,
os sons que não conheço,
as paisagens que dançam na minha cabeça
e desejos que não chego a sentir.
Procuro o equilíbrio,
a paz e a calma,
que vem depois da tempestade,
desse remoinho que desfez o meu caminho.
Encontro algumas verdades,
perco algumas ilusões,
nossos sonhos por conquistar,
verdades que abondono,
por não lhes encontrar o sentido,
que deixam um vazio por preencher.
Vivo este momento,
respirando uma certeza,
que não encontro nos gestos nem nas palavras.
A solidão é uma companhia,
que me protege da dor,
do engano,
da incerteza,
não me faz falsas promessas nem me enche de dúvidas,
porque apenas eu posso estar cá para mim,
apenas eu posso realizar os meus sonhos,
apenas eu posso lutar pelos meus ideais.
será assim,
viver comigo,
sabendo que partilho o que quero,
quando quero,
mas que nada te peço,
te reclamo,
te exijo.
Os sonhos que tivermos serão nossos,
em minha vida,
haverá um quarto para ti,
para que possas vir,
visitar-me,
quando a saudade te bater à porta.
Olho-te com carinho,
recebo-te com amor
e deixo-te partir sempre que quiseres,
será assim...
viver contigo,
sem ti,
connosco,
sem nós,
partilhando,
vivendo,
sonhando.
e eu tento acompanhar,
tantas as cores que não distingo,
os sons que não conheço,
as paisagens que dançam na minha cabeça
e desejos que não chego a sentir.
Procuro o equilíbrio,
a paz e a calma,
que vem depois da tempestade,
desse remoinho que desfez o meu caminho.
Encontro algumas verdades,
perco algumas ilusões,
nossos sonhos por conquistar,
verdades que abondono,
por não lhes encontrar o sentido,
que deixam um vazio por preencher.
Vivo este momento,
respirando uma certeza,
que não encontro nos gestos nem nas palavras.
A solidão é uma companhia,
que me protege da dor,
do engano,
da incerteza,
não me faz falsas promessas nem me enche de dúvidas,
porque apenas eu posso estar cá para mim,
apenas eu posso realizar os meus sonhos,
apenas eu posso lutar pelos meus ideais.
será assim,
viver comigo,
sabendo que partilho o que quero,
quando quero,
mas que nada te peço,
te reclamo,
te exijo.
Os sonhos que tivermos serão nossos,
em minha vida,
haverá um quarto para ti,
para que possas vir,
visitar-me,
quando a saudade te bater à porta.
Olho-te com carinho,
recebo-te com amor
e deixo-te partir sempre que quiseres,
será assim...
viver contigo,
sem ti,
connosco,
sem nós,
partilhando,
vivendo,
sonhando.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Reflexões
Um dia,
Perguntaste-me o que eu queria da vida.
Não soube responder,
A tua pergunta apanhou-me desprevenida
E eu devolvi-te a pergunta.
Respondeste-me que te bastava a vida que tens,
Que és feliz e nada te falta.
Nesse momento,
Percebi,
Que gostava de poder dizer o mesmo,
Mas,
Ainda estou a descobrir o que me faz feliz,
E só agora começo a compreender a simplicidade da vida.
O futuro cresce,
Sempre,
Sobre o passado,
E o meu passado não fala por mim,
Apenas me diz o que não quero da vida,
Essa certeza está presente todos os dias.
Agora,
Saboreio o presente,
Enquanto descubro o que quero do futuro.
Agradeço,
Todos o dias,
Pela capacidade de saborear cada momento que passa,
Sem pensar nos que virão,
Pelas pequenas coisas que me iluminam o dia,
Pela simplicidade de conseguir não esperar nada,
Por não pedir e receber com alegria o que me é dado com vontade,
Por não esperar que o amor me resolva tudo,
Que preencha os vazios e lacunas deixados por outros,
Por perceber que se trata,
Apenas,
De um momento em que se partilha vontades, desejos e sonhos,
Como tantos outros momentos,
Que passam por mim e me fazem feliz.
Pergunta-me,
Agora,
O que quero da vida,
E eu respondo-te
Quero ser feliz comigo!
Perguntaste-me o que eu queria da vida.
Não soube responder,
A tua pergunta apanhou-me desprevenida
E eu devolvi-te a pergunta.
Respondeste-me que te bastava a vida que tens,
Que és feliz e nada te falta.
Nesse momento,
Percebi,
Que gostava de poder dizer o mesmo,
Mas,
Ainda estou a descobrir o que me faz feliz,
E só agora começo a compreender a simplicidade da vida.
O futuro cresce,
Sempre,
Sobre o passado,
E o meu passado não fala por mim,
Apenas me diz o que não quero da vida,
Essa certeza está presente todos os dias.
Agora,
Saboreio o presente,
Enquanto descubro o que quero do futuro.
Agradeço,
Todos o dias,
Pela capacidade de saborear cada momento que passa,
Sem pensar nos que virão,
Pelas pequenas coisas que me iluminam o dia,
Pela simplicidade de conseguir não esperar nada,
Por não pedir e receber com alegria o que me é dado com vontade,
Por não esperar que o amor me resolva tudo,
Que preencha os vazios e lacunas deixados por outros,
Por perceber que se trata,
Apenas,
De um momento em que se partilha vontades, desejos e sonhos,
Como tantos outros momentos,
Que passam por mim e me fazem feliz.
Pergunta-me,
Agora,
O que quero da vida,
E eu respondo-te
Quero ser feliz comigo!
sexta-feira, 26 de março de 2010
A voz...
Acordo a meio da noite,
num sobressalto,
o meu coração bate descontroladamente,
algo me perturba,
algo me incomoda.
Permaneço imóvel,
confusa,
inquieta.
Não reconheço o lugar,
nem o cheiro e muito menos as cores.
Escuto um ruido,
desconhecido,
indetectavel,
sinto um sufoco,
um mal-estar,
um desagrado.
Fecho os olhos,
tento dormir,
não tenho sonhos nem lágrimas.
Aceito a inquietude,
não procuro nem encontro,
deixo-me ficar,
inerte,
quase sem vida,
na escuridão,
desorientada,
sem norte nem rumo.
Abro os olhos,
permaneço alerta,
processo os sons,
os tons,
os cheiros e os toques,
falha-me o paladar,
deixo as memórias esquecidas,
apago-as da alma,
não deixo a familiaridade tomar conta de mim.
Esvazio o meu corpo de todas as lembranças,
deixo a nostalgia tomar conta de mim,
oiço,
ao longe,
muito leve,
uma voz.
Uma voz doce,
tranquila,
melancólica,
desconhecida.
Uma voz,
que me inspira,
me acalenta,
me faz sonhar.
Uma voz,
que me abre os horizontes,
que traz a paz,
o equilibrio e o amor.
Finalmente,
encontrei a minha voz,
aquela que me define,
me diz a verdade da minha alma,
a que fala dos meus sentimentos e dos meus quereres.
Amanheceu...
e adormeci profundamente.
num sobressalto,
o meu coração bate descontroladamente,
algo me perturba,
algo me incomoda.
Permaneço imóvel,
confusa,
inquieta.
Não reconheço o lugar,
nem o cheiro e muito menos as cores.
Escuto um ruido,
desconhecido,
indetectavel,
sinto um sufoco,
um mal-estar,
um desagrado.
Fecho os olhos,
tento dormir,
não tenho sonhos nem lágrimas.
Aceito a inquietude,
não procuro nem encontro,
deixo-me ficar,
inerte,
quase sem vida,
na escuridão,
desorientada,
sem norte nem rumo.
Abro os olhos,
permaneço alerta,
processo os sons,
os tons,
os cheiros e os toques,
falha-me o paladar,
deixo as memórias esquecidas,
apago-as da alma,
não deixo a familiaridade tomar conta de mim.
Esvazio o meu corpo de todas as lembranças,
deixo a nostalgia tomar conta de mim,
oiço,
ao longe,
muito leve,
uma voz.
Uma voz doce,
tranquila,
melancólica,
desconhecida.
Uma voz,
que me inspira,
me acalenta,
me faz sonhar.
Uma voz,
que me abre os horizontes,
que traz a paz,
o equilibrio e o amor.
Finalmente,
encontrei a minha voz,
aquela que me define,
me diz a verdade da minha alma,
a que fala dos meus sentimentos e dos meus quereres.
Amanheceu...
e adormeci profundamente.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Anos roubados
Num turbilhão de sentimentos,
misturaram-se os sonhos com a realidade,
por entre risos,
escorrem lágrimas salgadas.
Chorei,
pelos anos roubados,
em que não vivi,
apenas senti uma angústia,
que me prendia a essa dança,
essa música triste,
fatalista,
que me puxava,
me afogava no desespero do amor.
Não conhecia outra forma de amar,
e o prazer vinha da tortura,
aquela que me esgotava,
me diminuia,
me aniquilava.
Sem coragem,
sem vontade,
sem sonhos,
apenas com uma mão cheia de ilusões,
num momento de distracção,
consegui libertar-me dessa prisão,
desse pesadelo,
que lentamente sugava a vida do meu peito,
o sorriso do meu rosto,
os sonhos da minha alma.
E enquanto lutava,
fugia sem olhar para trás,
abracei o infinito,
e o meu horizonte expandiu-se.
O sol nasceu,
a primavera trouxe consigo os pássaros,
as flores e as borboletas,
o verde encheu de esperança a vida que sentia
nascer dentro de mim.
Encontrei-me.
Vi-me pela primeira vez.
E libertei-me.
misturaram-se os sonhos com a realidade,
por entre risos,
escorrem lágrimas salgadas.
Chorei,
pelos anos roubados,
em que não vivi,
apenas senti uma angústia,
que me prendia a essa dança,
essa música triste,
fatalista,
que me puxava,
me afogava no desespero do amor.
Não conhecia outra forma de amar,
e o prazer vinha da tortura,
aquela que me esgotava,
me diminuia,
me aniquilava.
Sem coragem,
sem vontade,
sem sonhos,
apenas com uma mão cheia de ilusões,
num momento de distracção,
consegui libertar-me dessa prisão,
desse pesadelo,
que lentamente sugava a vida do meu peito,
o sorriso do meu rosto,
os sonhos da minha alma.
E enquanto lutava,
fugia sem olhar para trás,
abracei o infinito,
e o meu horizonte expandiu-se.
O sol nasceu,
a primavera trouxe consigo os pássaros,
as flores e as borboletas,
o verde encheu de esperança a vida que sentia
nascer dentro de mim.
Encontrei-me.
Vi-me pela primeira vez.
E libertei-me.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Missing you
Estar contigo
é poder ser eu,
seres tu,
sermos nós.
Algo que se sente,
que se vê,
que se toca,
como se fosse certo,
estarmos nós,
os dois,
numa perfeita harmonia,
em sintonia,
com o querer do Universo.
Uma verdade que não se vê,
mas sente-se,
como um iman que me atrae a ti,
me puxa,
me arrasta,
até ao teu olhar,
ao teu toque,
ao teu corpo.
Como se fosse predestinado,
estarmos no outro,
com o outro,
num corropio de emoções,
que nos fazem sentir felizes,
leves,
soltos.
Um encaixe perfeito,
de sonhos,
de paixões,
de ideias,
de corpos,
que me fazem sentir que é certa,
esta nossa história,
que começa e cresce,
agora,
neste momento,
porque assim quis o destino,
que apenas agora
se cruzassem os nossos caminhos.
E tudo o que eu vivi,
parece ter sido,
uma preparação,
para ti,
para te receber,
para te encontrar.
E o medo,
esse medo que sinto,
mas que não deixo que entre em mim,
o medo de acreditar,
de sonhar,
de amar,
não consegue alterar o que sinto,
quando me olhas,
quando me tocas.
E a dúvida,
que às vezes entra nos meus pensamentos,
desaparece,
sempre que te encontro
e eu perco-me no teu olhar.
Esse olhar que me acompanha,
quando não estás,
o cheiro que deixas comigo,
quando partes,
a voz que ecoa em mim,
dia após dia,
até voltar-te a ver,
até que as nossas metades
preencham o todo,
encaixando,
completando-se,
partilhando as alegrias sonhadas,
desejadas,
sentidas.
Quando partes,
fico a cuidar de nós,
e podem até as estrelas apagar-se,
porque fica a certeza,
que voltarás pelo menos mais uma vez.
é poder ser eu,
seres tu,
sermos nós.
Algo que se sente,
que se vê,
que se toca,
como se fosse certo,
estarmos nós,
os dois,
numa perfeita harmonia,
em sintonia,
com o querer do Universo.
Uma verdade que não se vê,
mas sente-se,
como um iman que me atrae a ti,
me puxa,
me arrasta,
até ao teu olhar,
ao teu toque,
ao teu corpo.
Como se fosse predestinado,
estarmos no outro,
com o outro,
num corropio de emoções,
que nos fazem sentir felizes,
leves,
soltos.
Um encaixe perfeito,
de sonhos,
de paixões,
de ideias,
de corpos,
que me fazem sentir que é certa,
esta nossa história,
que começa e cresce,
agora,
neste momento,
porque assim quis o destino,
que apenas agora
se cruzassem os nossos caminhos.
E tudo o que eu vivi,
parece ter sido,
uma preparação,
para ti,
para te receber,
para te encontrar.
E o medo,
esse medo que sinto,
mas que não deixo que entre em mim,
o medo de acreditar,
de sonhar,
de amar,
não consegue alterar o que sinto,
quando me olhas,
quando me tocas.
E a dúvida,
que às vezes entra nos meus pensamentos,
desaparece,
sempre que te encontro
e eu perco-me no teu olhar.
Esse olhar que me acompanha,
quando não estás,
o cheiro que deixas comigo,
quando partes,
a voz que ecoa em mim,
dia após dia,
até voltar-te a ver,
até que as nossas metades
preencham o todo,
encaixando,
completando-se,
partilhando as alegrias sonhadas,
desejadas,
sentidas.
Quando partes,
fico a cuidar de nós,
e podem até as estrelas apagar-se,
porque fica a certeza,
que voltarás pelo menos mais uma vez.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Estrelas
A luz apagou-se
e na escuridão andava perdida,
quando um dia pedi às estrelas
que brilhassem no meu caminho.
Nessa noite sonhei
que as estrelas brilhavam,
iluminando o meu caminho
e nesse caminho eu vi
a verdade que me esperava.
Enquanto percorria esse caminho que eu vi,
a vida veio ter comigo
e mostrou-me
o calor do sol,
a beleza da natureza,
a bondade dos amigos,
a força do mar,
a simplicidade do amor,
o conforto da música,
o poder da dança,
a paixão da escalada.
E enquanto eu sonhava,
sem procurar nem esperar,
as estrelas começaram a brilhar,
eu encontrei-te
e o meu coração voltou a bater.
e na escuridão andava perdida,
quando um dia pedi às estrelas
que brilhassem no meu caminho.
Nessa noite sonhei
que as estrelas brilhavam,
iluminando o meu caminho
e nesse caminho eu vi
a verdade que me esperava.
Enquanto percorria esse caminho que eu vi,
a vida veio ter comigo
e mostrou-me
o calor do sol,
a beleza da natureza,
a bondade dos amigos,
a força do mar,
a simplicidade do amor,
o conforto da música,
o poder da dança,
a paixão da escalada.
E enquanto eu sonhava,
sem procurar nem esperar,
as estrelas começaram a brilhar,
eu encontrei-te
e o meu coração voltou a bater.
Subscrever:
Mensagens (Atom)