domingo, 10 de maio de 2009

Don´t dream it's over...

Como gostava de dizer que me arrependo,
não consigo,
porque não tenho arrependimentos.
O nosso amor nunca foi nosso,
foi o teu amor mais o meu amor,
cada um no seu espaço,
no seu canto,
ora amo eu,
ora amas tu.
Desfecho prevísivel,
de um amor que nunca se realizou,
porque não foi partilhado,
porque não foi querido.
Apagam-se as luzes,
pela última vez,
já nem te pergunto,
porque não te lembras certamente,
quando me amaste,
porque me amaste,
se me amaste.
Abro mão e deixo-te ir,
tranquila e serena,
desejando-te que encontres a tua felicidade,
que não passa nem nucna passou por mim,
tal como os outros,
nunca me viste,
nunca me conheceste.
Não quero para mim
alguém que não sabe fazer-me sentir especial,
que não luta por mim,
que não não é capaz de entrar no meu mundo.
Choro,
faço o luto pelo meu amor,
que há-de morrer,
tal como o teu já morreu.
Levo comigo
a força que entra no meu peito,
um carinho pelo que passámos
e uma dor pelo que não vivemos.
Sem remorsos nem culpas,
digo-te
Adeus, meu amor!