sábado, 29 de novembro de 2008

Profundamente triste...

Voltei a vestir-me de negro,
o sol e as estrelas
estão de mal comigo,
a chuva traz as minhas lágrimas
e uma dor profunda que não conhece cor.
Nestes momentos,
não consigo lembrar-me
do que me faz feliz,
do que me move,
do que amo.
Sinto-me cansada,
por uma luta inglória,
porque te quero,
mas não quero a vida que me dás.
Porque não consigo sonhar,
como seria ser feliz contigo,
porque não consigo sentir
o meu coração vibrar.
Às vezes,
desejo sentir aquela calma,
aquela paz,
aquela dormência,
que quase me fez morrer.
Às vezes sonho
que adormeci
e não acordei mais.
Outras vezes imagino
que me perco no mundo
e não me volto a encontrar
Mas,
a maior parte das vezes,
apenas penso
que quero chegar ao fim do dia.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Pensamentos...

Aceitando que cresço todos os dias,

pensando que as dúvidas fazem parte do processo,

busco uma maturidade que me dê a certeza do que quero,

apenas vou encontrando o que não quero.

Tantas vidas gostava de ter,

para viver todos os sonhos

porque os papeis que assumi nem sempre me permitem.

Não sou dona de nenhuma verdade,

até porque desconheço a razão,

a essência da vida,

sei que quando se escolhe

ganha-se e perde-se.

Por isso,

prefiro não escolher,

permanecer presa entre a ilusão do passado

e o sonho do futuro,

colhendo todos os momentos felizes,

que aqueles que cruzam o meu caminho,

me quiserem oferecer.

Como alguém disse,

o amor esconde segredos,

ser amado encerra a segurança de sermos especiais,

e amar

traz as dúvidas e as incertezas...

Não quero nem desejo,

amar nem ser amada,

quero apenas ter a possibilidade de escolher,

porque o díficil não é dar,

é saber parar de dar.



sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Para ti...

Que me fazes acordar
a sentir que sou capaz...
que me fazes sorrir
quando só me apetece chorar...
Que me fazes acreditar
numa vida mais feliz...
Mesmo sem saberes,
mesmo sem quereres,
permitiste que o sonho e a fantasia entrassem na minha vida,
quando a desilusão e a solidão,
juntamente com a dor do abandono
estavam presentes todos os dias da minha vida.
Para ti,
eu estou,
eu faço,
eu desejo...
que sorrias,
que sonhes,
que alcances...
Obrigada por me fazeres feliz.

sábado, 15 de novembro de 2008

Não há coincidências ...

Não há coincidências,
os desencontros,
esses quase encontros,
que nos deixam a sonhar,
com uma alternativa melhor,
mais nobre,
mais bonita,
mais romântica...
mas,
não há coincidências,
tudo acontece por um motivo,
uma lição,
uma mensagem,
um caminho,
que necessita ser interiorizado.
Não há escolhas.
Porque sonhamos com alguém que nos faça sentir especiais?
faz parte de amar e ser amado,
mas,
poucos são os que amam verdadeiramente,
e mesmo os que amam,
não cuidam,
não protegem e não alimentam,
essa chama que nos devora inteiros,
noites e dias,
sem sossêgo,
sem paz,
mas
com uma alegria,
um extâse,
uma obecessão,
que nos faz vibrar
da cabeça aos pés...
Mas,
não há coincidências,
são tantas as pessoas que não estão no nosso caminho,
aquele que não queres seguir,
que não te faz feliz,
mas não há desvios.
Por isso,
aceita,
sorrindo,
o que o teu caminho te oferece,
sabendo que a felicidade é uma utopia,
e sê feliz em todos os momentos que puderes,
aquece-te com o carinho dos outros,
e aproveita ao rubro as emoções da vida,
porque ser feliz é viver.
Não há coincidências,
há duas maneiras de viver,
a minha e a dos outros.
Não há lugar para arrependimentos,
arrepender-me,
apenas,
do que ainda não fiz,
fazer o que desejo,
desejar o improvável,
lutar pelo que quero,
oferecer-me o melhor que consigo.
Não aceito nem me contento
com menos do que mereço,
exijo o melhor do melhor,
para o melhor,
dou o quero,
quando quero,
recebo de quem quero,
ignoro quem merece...
Não há coincidências,
estou para ti,
que sorris para mim,
que sabes que existo.
Não há coincidências,
não quero saber porque,
nem dou respostas,
recuso-me a jogar,
a ocultar,
e a ser quem não sou.
Não há coincidências,
esta teia obriga-me a manter-me nesse caminho,
que me faz ser quem sou,
entre sorrisos e lágrimas,
faz-me ser mulher,
forte,
orgulhosa,
lutadora e livre.
Não há coincidências.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Thank you...

Today I wake up feeling
every piece of my life
is getting in the right place...
So,
thank you for being born,
thank you for loving me,
thank you for listening to me,
thank you for taking care of me,
thank you for smiling to me,
thank you...
When I was feeling down,
you were there,
wherever I looked I could see one of you...
Thank you...
I am strong today because you made sure
that I was never alone...
Thank you...
I am smiling because you made me believe
in dreams again...
Thank you...
I am whishing the stars because you gave me
the moon...
Thank you...
For being part of me,
staying with me,
thinking on me...
Thank you.

A música

Deixo a música penetrar no meu corpo,
fecho os olhos e sinto
um calor,
uma paixão,
que vibra em cada som,
em cada letra,
porque enquanto canto,
a vida pára,
os sonhos,
as lágrimas,
as ilusões,
ficam encerradas nas músicas,
que me fazem vibrar,
me preenchem,
me fazem sentir,
que sou outra,
aquela que se perdeu nesse mundo.
A música toca,
o prazer preenche a minha alma,
como um motor
que me obriga a sorrir,
a acreditar que sou,
porque sou
e enquanto canto,
não há dúvidas nem incertezas,
apenas
a confiança,
que tal como a música,
algo melhor me espera,
e corro,
corro,
porque tenho medo
que a música pare,
e eu não agarre o sonho.

A espera...

Podia dizer-te
que as minhas lágrimas
correm para o oceano,
podia dizer-te
que a solidão preenche
todas as horas do meu dia,
podia dizer-te
que perdi a capacidade
de sonhar com as estrelas,
podia dizer-te
que continuo à tua espera.
Mas,
não consigo continuar a sentir,
não consigo continuar a pensar,
não consigo continuar a sonhar,
e muito menos
consigo falar-te
do que não sei
nem quero.
Porquer algures nesta estrada,
descobri,
em mim,
a paixão por quem sou
e por quem amei,
porque fui quem sonhei.
Sou grata,
por me teres amado,
por me teres feito sonhar
pelas horas de prazer,
mas também,
pelas lágrimas que me fizeste chorar,
pela solidão em que me deixaste,
por me teres diminuido sempre que pudeste,
por não me teres compreendido,
bem como por teres tentado mudar quem sou.
É a sorrir que acordo,
por saber
que me libertei
da prisão que me ofereceste...
Compreendo,
só agora,
que és tu que estás à minha espera!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

...

18/09/2007

A tristeza surge na penumbra da noite,

beijando a alma do ser,

num beijo longo,

interminável,

trazendo a dor da saudade

e as lágrimas que correm na sua face,

num silêncio profundo

de um pranto contido.

O dia amanhece

e a tristeza desvanece,

deixando a memória da solidão,

e a promessa de um dia igual a todos os outros.

Eu

07/01/2008

Numa visita ao meu interior,
é quente e frio,
é doce e amargo,
mas não não é picante nem seco.
Os sonhos levam-me ao mundo da fantasia,
onde não sou quem quero,
mas sim quem sou,
aprendi que não posso voar
mas não aprendi,
ainda,
a andar.
A tristeza ás vezes fica,
mas também vem a alegria,
o riso e a felicidade.
Sim,
sou feliz.
Nem sempre me lembro,
mas,
sim ... sou feliz.
Luto,
luto todos os dias,.
com esta apatia que insiste em tentar entrar na minha vida.
recuso-me a baixar os braços,
a desistir,
mesmo quando me magoam aqueles que não espero...
Porque sou quem sou,
como sou e porque quero.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Mulher

Às vezes o tempo teima em parar,
o disco parece riscado,
e apenas fica a dor,
aquela dor que preenche de um vazio ensurdecedor
a nossa alma...
As lágrimas teimam em aflorar,
um sentimento de confusão,
uma solidão,
que mesmo entre as pessoas,
preenche o dia,
um sorriso que não quer sair,
alguém que nos faça sentir especial,
que não existe...
A dúvida que se intala,
que não te deixa ser mulher,
porque duvidas de quem és,
de como és,
do que queres,
do que não queres,
e sobretudo te faz refugiar num amor sem saída,
porque essa dor já tu conheces,
já tu tens...
Deixa que te diga,
tudo isso faz parte de seres mulher,
de carregares o peso da responsabilidade,
que és tu que moves,
que empurras,
que acarinhas,
que incentivas,
que estás lá...
para quem precisa,
para quem quer,
para quem te chama...
Agora,
chegou a tua vez.
Está apenas para quem te merece,
para quem luta por ti,
por quem te aprecia
e sobretudo para quem te faz sorrir...
Ser MULHER
é ser como tu:
carinhosa,
decidida,
motivada,
energética,
ouvinte,
faladora,
empreendedora,
bonita,
preocupada,
amiga,
frágil,
forte,
que sabe chorar,
que sabe sorrir...
O mais importante é sonhar...
preenche a tua vida de sonhos,
que tudo o resto se vai encaixar...
Sou incondicionalmente tua fã
e jamais esquecerei os pequenos grandes momentos
que me proporcionaste...
Com orgulho te digo,
cresço contigo,
todos os dias,
na minha aprendizagem de ser mulher...

Ways...

30/10/2008

What I know it's not important,
in the road to where I am going...
I am just looking for the smile
I just lost,
when I found you.
Even when the sun is not there,
I can feel my skin burning,
I keep on going,
'cause I know you will be there,
somewhere along the road,
and even if you are not,
just dreamming about it,
makes me happy...

Nome de gueixa: Sayuri

26/10/2008

O despertar para a noite,
que será sempre a melhor noite,
porque nenhuma noite é igual,
e o desejo começa a acordar
pela mão da excitação do desconhecido...
o banho,
que enche o corpo de um perfume sedutor,
marca o começo da noite,
mesmo quando esta teima em chegar...
O ritual da maquilagem,
a pintura que esconde,
as marcas do tempo,
as preocupações do dia,
o cansaço de uma vida igual e sem sentido,
para libertar a mulher sonhadora e sedutora,
que dorme durante o dia,
enquanto,
em piloto automático,
realiza todos os seus papeis...
A suavidade com que veste o seu corpo,
coloca em cada gesto,
uma chama,
uma cor,
um desejo,
que sabe que irá trazer-lhe
aquele breve momento,
em que sente o poder de deixar
o outro pensar que seduz,
que manda,
que conduz...
quando,
em verdade tudo estava planeado,
esboçado,
e quando acaba de se vestir
e se olha no espelho...
O sorriso preenche os lábios
e olhar encerra promessas...
O seu nome?
Sayuri...

Verónica

20/10/2008

Lá vem ela,
com os cabelos ao vento,
longos e soltos,
andar decidido,
e um sorriso rasgado...
O calor de um abraço,
um carinho
que enche o coração...
Assim és tu...
uma menina mulher,
que sabe o que quer,
entre a razão e o sonho,
entre a alegria e a tristeza,
um rodopio de emoções
e uma garra que só existe em ti!
Escaladora,
sonhadora,
aventureira,
amiga,
companheira,
decidida,
arisca,
brincalhona,
divertida,
dócil...
Um verdadeiro furacão,
uma brisa de boa disposição...
Thanks, V...
por existires!

Serenidade

17/10/2008

Tudo o que fui,
hoje não faz sentido,
na estrada que percorro.
Quem fui não me quis
e quem sou não me deixa...
Solta,
leve e livre,
assim é a minha alma.
Procuro o desejo da diferença,
o despertar da vida,
para a vida,
sonhando e sabendo
que a felicidade está onde a pus,
e quem me quer,
lutou pelo direito de me fazer feliz...
Os meus olhos só verão os teus,
o meu corpo só vibrará ao teu toque,
e nas fantasias,
tu serás o protagonista...
E enquanto sonho,
deixarei a serenidade preencher
o vazio que a tua ausência
provoca no meu corpo...
Vem,
estou á tua espera.

Num mundo perfeito...

11/10/2008

Num mundo perfeito,
eu não estaria aqui à tua espera...
Estaria aí contigo,
algures,
perdidos no tempo,
os dois,
num silêncio cúmplice,
cortado pelo bater dos nossos corações,
e pela nossa respiração ofegante...
Num mundo perfeito,
o teu toque no meu corpo,
quebraria todas as barreiras,
e a tristeza não teria lugar na minha alma...
Num mundo perfeito,
os teus beijos levar-me-iam
a uma rebelde loucura,
que me permitiria voltar a sonhar...
Num mundo perfeito,
não existiria dúvida,
não existiria dor,
não existiria desprezo,
e muito menos esta solidão,
que noite após noite,
teima em me recordar as lágrimas
que desesjaste para mim...
Num mundo perfeito,
tu serias o meu príncipe encantado...
Agora,
deixa-me dormir
e sonhar que acordo num mundo perfeito

Livre

05/10/2008

Cada gesto meu,
tem um jeito,
um segredo que tu conheces...
Estás em tudo o que faço,
no que penso
e no que sonho...
Arrastaste-me por essa ponte
que eu não queria passar,
empurraste-me
e ficaste a ver-me afundar.
No meio da água,
a escuridão e o frio
envolveram o meu corpo
entorpecendo os meus sentidos.
Procurei por ti,
pela tua mão,
esperei que me salvasses
e afundei-me...
No meio da solidão,
emergi à superfície,
sem ti...
Quando o sol nasceu,
a primavera traiu o meu coração
e floresci...
Obrigada, amor,
por me teres empurrado...
De que outra forma,
poderia eu sofrer,
sem ser pela tua mão?

Momentos...

10/09/2008

A vida passa,
corre,
desliza,
foge...
não espera,
não para,
não abranda...
Encruzilhada após encruzilhada,
sonho após sonho,
ilusão após ilusão...
São os momentos que deixas escapar,
que nos afastam,
que nos separam...
Os momentos em a tua mão não limpa as minhas lágrimas...
Os momentos em que o teu corpo não aquece o meu...
Os momentos em que não são os teus olhos que me olham...
Os momentos em que os teus lábios não beijam os meus...
e eu?
Eu fico a sonhar com outros momentos,
outros sonhos,
outras ilusões...
E descubro um silêncio que não existe nas coisas nem na alma.

Numa versão só para ti...

30/01/2008

assim sou eu...
quero lembrar-te o que te fez apaixonar-te por mim...
a força que me fez superar a tristeza de uma infância perdida,
a alegria que sobreviveu mesmo depois daquelas horas,
dias e meses de desespero,
que partilhaste comigo,
em que só tu lá estiveste,
em que só tu assististe,
e só tu me deste a mão...
dormiste ao meu lado noite após noite,
enquanto eu chorava,
enquanto eu sofria...
Viste-me crescer,
desabrochar,
e tornar-me numa mulher forte,
viva,
alegre,
que sabe o que quer...
apaixonaste-te pelo fogo que me preenche o corpo e a alma...
Quero-te...
mas também quero sentir a vida,
descobrir novos horizontes,
partilhar novas vivências,
vibrar ao teu toque,
e sentir que vibras comigo...
Olhar-te nos olhos e ver aquilo que sentes...
Quero saber que ainda me vês como sou!
Amo-te!
Estou à tua espera...

Outro momento...

07/03/2008

Este é outro momento,
outro tempo,
outra vontade...
não sei
e ignoro.
Mas,
outro momento passa por mim,
não o agarro
nem o quero.
Não sei
e penso.
Outro momento que foge,
que leva consigo mais um pouco
da minha alma,
do meu ser,
do meu querer.
Outro momento,
em que nada acontece,
nada fica,
nada me preenche...
É apenas isso...
outro momento.

Morri mais um pouco...

22/10/2007

Sempre que te vais embora é assim que me sinto...
morro mais um pouco.
A solidão instala-se rapidamente sem pedir permissão,
e eu... morro mais um pouco.
Tudo deixa de fazer o seu sentido,
deixa de encaixar no seu sitio,
e eu... morro mais um pouco.
é na morte que surge a luz,
por momentos eu vejo tudo de uma forma muito clara,
com uma lucidez que só na dor tem expressão.
É nesta altura,
que o meu corpo veste-se da idade que tem e não da idade que julgo ter,
e fico velha, feia e triste.
Amanhã vou acordar com um sentido de leveza,
mas extremamente triste,
pois a tristeza não é só pelo que não tenho,
mas por tudo aquilo,
que neste meu momento de pura clarividência,
sei que jamais vou voltar a ter.
E nestes momentos questiono a franqueza de quem me rodeia,
de quem eu gosto,
de quem preenche os vazios que tu deixas...
E nestes momentos eu sei
que são pura ilusão...
ninguém preenche os teus vazios,
jamais alguém estará comigo da forma que só tu sabes estar.
Nestes momentos,
eu descubro aquilo que há muito já sei...
a solidão está em mim,
veio para ficar.
E eu morri mais um pouco...