São tantas a vezes que os olhos
que me olham não me vêem,
não sabem quem sou,
não conseguem descobrir a minha alma,
por baixo desta capa superficial.
Não sou de ninguém,
não pertenço a lado nenhum,
as minhas raizes perderam-se.
Falam de mim,
como se eu não existisse,
colocam-me palavras que eu não disse,
atribuem-me sentimentos que não tive,
gestos que eu não fiz,
até nos sonhos se enganam,
Passo invisivel pelas multidões,
sou apenas mais um nome,
porque da pessoa poucos conhecem,
poucos vêem,
poucos sentem.
Sou a brisa que passa ao fim da tarde,
que te faz vestir um casaco.
Sou o orvalho da manhã,
que te faz molhar os pés.
Quando olhas para mim
vejo nos teus olhos quem sou,
sentes-me a vibrar,
em cada momento,
pelo desconhecido,
contigo eu posso ser eu,
posso mostrar-me,
porque quando olhas para mim,
vês-me com as minhas imperfeições
e tornas-me perfeita no teu olhar.
Quando olhas para mim,
faz-me querer apaixonar,
querer deixar-me ir,
viver,
sentir,
e sonhar novamente.
Quando olhas para mim,
sinto uma estranha afinidade,
como se tivesses vivido o que eu vivi,
como se tivesses chorado o que eu chorei,
como se tivesses amado o que eu amei.
Quando olhas para mim,
vejo um brilho nos teus olhos,
que me faz sentir mulher,
que me faz querer amar-te.
Quando olhas para mim,
o tempo pára e eu quero ficar ali contigo.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
domingo, 13 de dezembro de 2009
Porque não existes...
Ainda continuo a pensar em ti,
mesmo sabendo que não existes,
acordo a meio da noite e procuro-te.
Mas,
não te encontro,
porque não existes.
No entanto,
continuo a amar-te
e olho para trás,
para te ver,
te ter,
te sentir.
Sonho contigo,
sabendo que não passas de uma miragem,
uma miragem que só eu vi,
só eu senti,
só eu amei.
Tenho saudades do que não tive,
dos momentos que não vivi
e continuo a amar-te,
mesmo sabendo que não existes.
Deixo-te no meu passado,
amarrado à minha esperança,
preso ao amor que te tenho,
fecho-te a porta,
para que não fujas,
para que não te escapes,
porque lá eu amo-te,
lá,
nesse passado sem história,
o sonho não toca a realidade,
e eu amo-te mesmo sabendo que não existes.
mesmo sabendo que não existes,
acordo a meio da noite e procuro-te.
Mas,
não te encontro,
porque não existes.
No entanto,
continuo a amar-te
e olho para trás,
para te ver,
te ter,
te sentir.
Sonho contigo,
sabendo que não passas de uma miragem,
uma miragem que só eu vi,
só eu senti,
só eu amei.
Tenho saudades do que não tive,
dos momentos que não vivi
e continuo a amar-te,
mesmo sabendo que não existes.
Deixo-te no meu passado,
amarrado à minha esperança,
preso ao amor que te tenho,
fecho-te a porta,
para que não fujas,
para que não te escapes,
porque lá eu amo-te,
lá,
nesse passado sem história,
o sonho não toca a realidade,
e eu amo-te mesmo sabendo que não existes.
sábado, 28 de novembro de 2009
Metamorfoses
Hoje,
sento-me serena a observar o horizonte,
aquela vida que explodia em mim,
abrandou e deixou-me tranquila.
Olho as estrelas,
certa da verdade que me governa,
a tristeza ficou no passado,
contigo,
e a felicidade sorri-me no futuro,
porque o passado é isso mesmo,
é passado,
e a certeza que não farás parte do meu futuro,
enche a minha alma de sonhos,
traz-me a possibilidade de sentir,
que perdida na incerteza do futuro,
algures à espreita,
estará a minha verdade,
aquela que me diz
que meu futuro não será igual ao meu passado.
Um passado que não quis,
que não desejei
e que passivamente deixei que governasse a minha vida,
que preenchesse a minha felicidade
de lágrimas e traições.
Hoje,
assumo as redeas do meu destino,
e termino,
finalmente,
aquilo que começaste por mim.
Olho as estrelas,
sentindo que não te quero,
não te desejo,
a mulher que eu hoje sou,
encontrou uma força,
nas contrariedades que a tua mão me trouxe,
e descobriu que voar sem ti,
é um prazer que não tem limites.
Voltei a sentir que ser mulher
é ser como eu,
livre,
solta,
forte.
sento-me serena a observar o horizonte,
aquela vida que explodia em mim,
abrandou e deixou-me tranquila.
Olho as estrelas,
certa da verdade que me governa,
a tristeza ficou no passado,
contigo,
e a felicidade sorri-me no futuro,
porque o passado é isso mesmo,
é passado,
e a certeza que não farás parte do meu futuro,
enche a minha alma de sonhos,
traz-me a possibilidade de sentir,
que perdida na incerteza do futuro,
algures à espreita,
estará a minha verdade,
aquela que me diz
que meu futuro não será igual ao meu passado.
Um passado que não quis,
que não desejei
e que passivamente deixei que governasse a minha vida,
que preenchesse a minha felicidade
de lágrimas e traições.
Hoje,
assumo as redeas do meu destino,
e termino,
finalmente,
aquilo que começaste por mim.
Olho as estrelas,
sentindo que não te quero,
não te desejo,
a mulher que eu hoje sou,
encontrou uma força,
nas contrariedades que a tua mão me trouxe,
e descobriu que voar sem ti,
é um prazer que não tem limites.
Voltei a sentir que ser mulher
é ser como eu,
livre,
solta,
forte.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Enquanto dormias...
Enquanto dormias,
olhei para ti e vi aquela menina,
que se perdeu há tanto tempo.
Toquei no teus cabelos
e consegui encontrar aquela doçura
que há tanto tempo perdeste.
Teu sono atribulado,
recordou-me as lágrimas
que um dia choraste por quem não te mereceu.
Olho para ti e vejo,
vejo com uma clareza distinta,
o percurso que fizeste,
aquele que te fez ser mulher.
Esse caminho que percorreste,
cheio de pedras e buracos,
que te encheu de lágrimas e traições,
mas que,
também,
também te fez sonhar e deixou viver ao rubro.
Velo o teu sono e compreendo,
porque te foste embora,
a necessidade lamberes as feridas,
de contares o despojos da guerra,
uma guerra brutal que quase te mata,
te aniquila,
te destroi.
Mas,
sobreviveste
e sobreviveste serenamente,
aguentado firme,
com um sorriso nos lábios,
até que o sol voltou a brilhar.
Enquanto dormias,
fiquei a imaginar,
como gostaria,
ter sido tu.
olhei para ti e vi aquela menina,
que se perdeu há tanto tempo.
Toquei no teus cabelos
e consegui encontrar aquela doçura
que há tanto tempo perdeste.
Teu sono atribulado,
recordou-me as lágrimas
que um dia choraste por quem não te mereceu.
Olho para ti e vejo,
vejo com uma clareza distinta,
o percurso que fizeste,
aquele que te fez ser mulher.
Esse caminho que percorreste,
cheio de pedras e buracos,
que te encheu de lágrimas e traições,
mas que,
também,
também te fez sonhar e deixou viver ao rubro.
Velo o teu sono e compreendo,
porque te foste embora,
a necessidade lamberes as feridas,
de contares o despojos da guerra,
uma guerra brutal que quase te mata,
te aniquila,
te destroi.
Mas,
sobreviveste
e sobreviveste serenamente,
aguentado firme,
com um sorriso nos lábios,
até que o sol voltou a brilhar.
Enquanto dormias,
fiquei a imaginar,
como gostaria,
ter sido tu.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Em paz...
Hoje acordo com um sentimento de leveza,
o sorriso preenche os meus lábios,
a felicidade entrou no meu coração
e aqueceu a minha alma.
Não consigo acreditar,
que acordei para a vida,
para esta vida que há muito explodia
para sair de mim.
Sei quem sou
e o que quero.
Vi a luz que me aqueceu
e me disse que a felicidade sempre existe.
Saber que ela está em mim,
sem ti,
aquele que tanto me fez duvidar,
que me deu o papel de vitima
e me fez acreditar que não havia vida,
me cortou as asas e não me deixou voar,
que me disse que a felicidade era uma utopia,
faz-me sentir uma calma,
que deixa fluir os meus sentimentos,
e ser quem sou,
sem ter que provar a ninguém.
Faz-me sentir que afinal cheguei aonde queria ir,
que o meu sonho sempre fazia sentido,
Mas,
aprendi a ser humilde,
aprendi a perdoar,
e não deixo a mágoa e o rancor entrarem nesta vida,
esta que explodiu e me fez renascer,
mais bela,
mais dócil,
mais segura,
mais genuína,
mais parecida comigo.
Apaixonei-me,
e trago-te comigo no peito,
porque és eu,
és a minha essência,
és quem deverias ter sido sempre,
não quem os meus pais queriam que fosse,
não quem o meu marido tentou que eu fosse,
não quem os meus amigos me forçaram a ser,
mas,
sim,
quem eu acredito ser.
E pela primeira vez na vida,
acordo a sorrir,
sem tristezas nem lágrimas,
porque me deitei com alegria por saber que sou eu.
o sorriso preenche os meus lábios,
a felicidade entrou no meu coração
e aqueceu a minha alma.
Não consigo acreditar,
que acordei para a vida,
para esta vida que há muito explodia
para sair de mim.
Sei quem sou
e o que quero.
Vi a luz que me aqueceu
e me disse que a felicidade sempre existe.
Saber que ela está em mim,
sem ti,
aquele que tanto me fez duvidar,
que me deu o papel de vitima
e me fez acreditar que não havia vida,
me cortou as asas e não me deixou voar,
que me disse que a felicidade era uma utopia,
faz-me sentir uma calma,
que deixa fluir os meus sentimentos,
e ser quem sou,
sem ter que provar a ninguém.
Faz-me sentir que afinal cheguei aonde queria ir,
que o meu sonho sempre fazia sentido,
Mas,
aprendi a ser humilde,
aprendi a perdoar,
e não deixo a mágoa e o rancor entrarem nesta vida,
esta que explodiu e me fez renascer,
mais bela,
mais dócil,
mais segura,
mais genuína,
mais parecida comigo.
Apaixonei-me,
e trago-te comigo no peito,
porque és eu,
és a minha essência,
és quem deverias ter sido sempre,
não quem os meus pais queriam que fosse,
não quem o meu marido tentou que eu fosse,
não quem os meus amigos me forçaram a ser,
mas,
sim,
quem eu acredito ser.
E pela primeira vez na vida,
acordo a sorrir,
sem tristezas nem lágrimas,
porque me deitei com alegria por saber que sou eu.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Diz-me...
Diz-me...
Já caminhaste à beira do abismo e não encontraste o vazio?
Ou entraste num túnel e não viste a luz?
Diz-me...
Já sentiste essa paixão que te enche de vida e te preenche de dor?
Diz-me...
Já amaste e libertaste os teus sentidos desse egoísmo
que te faz querer mais?
Diz-me...
Já transformaste a compreensão das derrotas numa gloriosa vitória?
Diz-me...
Já encontraste o caminho que te faz ter orgulho em quem és?
Ou viste a encruzilhada que te leva a perder os sentidos
na exuberância da felicidade?
Diz-me...
Diz-me como é,
como foi,
como será...
Diz-me...
Diz-me porque quero saber que não vôo sozinha,
neste universo abstrato da consciência superior.
Diz-me...
Diz-me porque quero que me digas que afinal tudo é possível
e a vida não é mais do que uma força da natureza.
Mas,
diz-me...
Diz-me apenas que eu existo!
Já caminhaste à beira do abismo e não encontraste o vazio?
Ou entraste num túnel e não viste a luz?
Diz-me...
Já sentiste essa paixão que te enche de vida e te preenche de dor?
Diz-me...
Já amaste e libertaste os teus sentidos desse egoísmo
que te faz querer mais?
Diz-me...
Já transformaste a compreensão das derrotas numa gloriosa vitória?
Diz-me...
Já encontraste o caminho que te faz ter orgulho em quem és?
Ou viste a encruzilhada que te leva a perder os sentidos
na exuberância da felicidade?
Diz-me...
Diz-me como é,
como foi,
como será...
Diz-me...
Diz-me porque quero saber que não vôo sozinha,
neste universo abstrato da consciência superior.
Diz-me...
Diz-me porque quero que me digas que afinal tudo é possível
e a vida não é mais do que uma força da natureza.
Mas,
diz-me...
Diz-me apenas que eu existo!
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Quando sou eu...
Quando sou eu
perco-me no meio das estrelas,
porque a vontade de viajar enche a minha alma.
Quando sou eu
vejo a beleza do horizonte
porque a alegria de te dar a mão
preenche o meu coração.
Quando sou eu
oiço a leveza da música
porque a simplicidade da vida
ocupa a minha mente.
Quando sou eu
sinto a serenidade do universo
porque o poder da compreensão
espande-se nos meus sentidos.
Quando sou eu
desejo a comunhão da virtude
porque a imperfeição
ocupa os meus dias.
Quando sou eu
aceito com humildade a vida
porque ela me dá tudo o que preciso.
Quando sou eu
cresço em todos os momentos
porque sei que amanhã será sempre melhor que hoje.
Quando sou eu
sonho,
vivo,
amo,
danço,
escalo,
penso,
sinto,
quero ser eu.
perco-me no meio das estrelas,
porque a vontade de viajar enche a minha alma.
Quando sou eu
vejo a beleza do horizonte
porque a alegria de te dar a mão
preenche o meu coração.
Quando sou eu
oiço a leveza da música
porque a simplicidade da vida
ocupa a minha mente.
Quando sou eu
sinto a serenidade do universo
porque o poder da compreensão
espande-se nos meus sentidos.
Quando sou eu
desejo a comunhão da virtude
porque a imperfeição
ocupa os meus dias.
Quando sou eu
aceito com humildade a vida
porque ela me dá tudo o que preciso.
Quando sou eu
cresço em todos os momentos
porque sei que amanhã será sempre melhor que hoje.
Quando sou eu
sonho,
vivo,
amo,
danço,
escalo,
penso,
sinto,
quero ser eu.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Um dia
Um dia,
olhei para ti e vi um menino à espera de ser amado.
Um dia,
o teu toque fez a minha pele estremecer e os meus lábios sorrirem.
Um dia,
o teu olhar fez-me sentir mulher.
Um dia,
a tua ausência preencheu a minha alma de tristeza.
Um dia,
fui feliz porque te amei.
Um dia,
entraste nos meus sonhos e fizeste-me acreditar num mundo melhor.
Um dia,
vi em ti um homem maravilhoso que permaneceu ao meu lado contra tudo e todos.
Um dia,
foste a família que não tive.
Um dia,
desejei ser melhor para te fazer feliz.
Um dia,
quis-te para pai do meu filho.
Um dia,
acordei e tinhas partido.
Um dia,
parti e não voltei.
olhei para ti e vi um menino à espera de ser amado.
Um dia,
o teu toque fez a minha pele estremecer e os meus lábios sorrirem.
Um dia,
o teu olhar fez-me sentir mulher.
Um dia,
a tua ausência preencheu a minha alma de tristeza.
Um dia,
fui feliz porque te amei.
Um dia,
entraste nos meus sonhos e fizeste-me acreditar num mundo melhor.
Um dia,
vi em ti um homem maravilhoso que permaneceu ao meu lado contra tudo e todos.
Um dia,
foste a família que não tive.
Um dia,
desejei ser melhor para te fazer feliz.
Um dia,
quis-te para pai do meu filho.
Um dia,
acordei e tinhas partido.
Um dia,
parti e não voltei.
Sem palavras
Tudo o que me dás,
não passam de mentiras,
mágoas,
dores e vazios.
Nada que vem de ti é bom,
me traz felicidade,
nem os sonhos consegues manter...
Sempre que penso em ti,
as lágrimas escorrem pela minha face,
não pelo amor que sinto,
porque esse já sufocou há muito tempo,
mas pelo forma que insistes em mostrar-te,
pela raiva com que falas comigo,
pelo mau trato,
pelas cobranças excessivas,
pela falta de honestidade,
pela falta de amor.
A loucura preenche os teus dias,
estás a fundar-te e queres levar-me contigo,
procuras todas e quaisquer oportunidades para me ferires,
e quando o consegues,
como se não bastasse as dores que me causas,
ainda me humilhas,
tentas fazer-me sentir-me culpada,
pelas tuas traições,
pelas tuas faltas de caracter.
Não volto a escrever-te,
não volto a olhar-te,
não volto a falar-te,
mato-te no meu pensamento,
no meu coração,
na minha vida.
Não existem palavras para descreverem,
o que a tua voz provoca em mim,
isto não é amor,
nem nunca foi.
Quem ama cuida,
quem ama acarinha,
quem ama preocupa-se,
quem ama é feliz.
Sem palavras,
eu saí da tua vida e não volto mais.
não passam de mentiras,
mágoas,
dores e vazios.
Nada que vem de ti é bom,
me traz felicidade,
nem os sonhos consegues manter...
Sempre que penso em ti,
as lágrimas escorrem pela minha face,
não pelo amor que sinto,
porque esse já sufocou há muito tempo,
mas pelo forma que insistes em mostrar-te,
pela raiva com que falas comigo,
pelo mau trato,
pelas cobranças excessivas,
pela falta de honestidade,
pela falta de amor.
A loucura preenche os teus dias,
estás a fundar-te e queres levar-me contigo,
procuras todas e quaisquer oportunidades para me ferires,
e quando o consegues,
como se não bastasse as dores que me causas,
ainda me humilhas,
tentas fazer-me sentir-me culpada,
pelas tuas traições,
pelas tuas faltas de caracter.
Não volto a escrever-te,
não volto a olhar-te,
não volto a falar-te,
mato-te no meu pensamento,
no meu coração,
na minha vida.
Não existem palavras para descreverem,
o que a tua voz provoca em mim,
isto não é amor,
nem nunca foi.
Quem ama cuida,
quem ama acarinha,
quem ama preocupa-se,
quem ama é feliz.
Sem palavras,
eu saí da tua vida e não volto mais.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Culpa
A culpa que carrego,
é minha e é muito pesada,
ás vezes penso que não vou conseguir,
que não chego amanhã.
Carrego a culpa de me isolar,
de me fechar na minha concha,
no meu mundo,
naquele que só entra quem eu quero,
um mundo cheio de cor,de luz e música.
Mas,
como podia eu saber?
Nunca me disseste,
no entanto,
carreguei a culpa de não ser perfeita,
não fui a filha ideal e mais tarde não fui a mulher ideal.
Fui sempre a segunda escolha de alguém.
E carreguei a culpa,
a culpa foi sempre minha,
e quanto maior era a minha culpa,
maior era a minha distância,
porque quem ama não magoa,
porque quem ama não faz chorar,
porque o amor deve fazer-nos bem e não mal.
Carreguei a culpa toda,
a culpa de ser imperfeita,
e fiz questão que tivesses razão,
que te fosses embora,
tal como os outros antes de ti que me abandonaram,
porque a culpa não nos muda,
a culpa só nos consome.
Eu fiz o que fiz,
porque quis,
não me arrependo,
e se voltasse atras não seria diferente,
fiz as minhas escolhas de forma independente das tuas,
e enquanto tu não perceberes que os teus erros nada têm a ver com os meus,
carregarás também um peso na consciência,
porque foste perfeito,
mas já não és.
Porque eu sei que nunca me amaste,
e por isso me traíste e me magoaste sempre que pudeste,
mas eu carrego a culpa,
a culpa de uma infância infeliz,
de ter sido eu,
de ter nascido como sou,
mas a culpa que eu carrego é minha,
a tua culpa não aceito e só tu a poderás carregar.
é minha e é muito pesada,
ás vezes penso que não vou conseguir,
que não chego amanhã.
Carrego a culpa de me isolar,
de me fechar na minha concha,
no meu mundo,
naquele que só entra quem eu quero,
um mundo cheio de cor,de luz e música.
Mas,
como podia eu saber?
Nunca me disseste,
no entanto,
carreguei a culpa de não ser perfeita,
não fui a filha ideal e mais tarde não fui a mulher ideal.
Fui sempre a segunda escolha de alguém.
E carreguei a culpa,
a culpa foi sempre minha,
e quanto maior era a minha culpa,
maior era a minha distância,
porque quem ama não magoa,
porque quem ama não faz chorar,
porque o amor deve fazer-nos bem e não mal.
Carreguei a culpa toda,
a culpa de ser imperfeita,
e fiz questão que tivesses razão,
que te fosses embora,
tal como os outros antes de ti que me abandonaram,
porque a culpa não nos muda,
a culpa só nos consome.
Eu fiz o que fiz,
porque quis,
não me arrependo,
e se voltasse atras não seria diferente,
fiz as minhas escolhas de forma independente das tuas,
e enquanto tu não perceberes que os teus erros nada têm a ver com os meus,
carregarás também um peso na consciência,
porque foste perfeito,
mas já não és.
Porque eu sei que nunca me amaste,
e por isso me traíste e me magoaste sempre que pudeste,
mas eu carrego a culpa,
a culpa de uma infância infeliz,
de ter sido eu,
de ter nascido como sou,
mas a culpa que eu carrego é minha,
a tua culpa não aceito e só tu a poderás carregar.
sábado, 4 de julho de 2009
Amar demais...
Como pude eu amar loucamente
as maldades que me fazias?
Pus em ti a chave da minha felicidade,
dei-te a possibilidade de me ferires,
de me esgotares,
de me magoares,
de me controlares,
de me rebaixares,
de me usares.
Amei-te em cada momento,
em cada palavra que não me disseste,
em cada lágrima que me fizeste chorar,
em cada carinho que não me deste,
amei-te,
não te amando,
não me amando.
Amei essa dependência,
que me fazia acreditar que eu não te merecia.
Amei essa adição,
que me fazia acreditar que um dia me amarias.
Amei demais...
Não fui capaz de amar,
porque amei demais.
Não permiti que me olhasses,
porque amei demais.
Ao amar-te demais,
deixei um vazio em mim,
que não se preenche com a solidão que a tua presença deixa em mim.
Esgotei o meu amor,
e não quero o teu amor,
porque amar-te demais é matar-me,
lentamente,
até não restar quem me ame a mim.
as maldades que me fazias?
Pus em ti a chave da minha felicidade,
dei-te a possibilidade de me ferires,
de me esgotares,
de me magoares,
de me controlares,
de me rebaixares,
de me usares.
Amei-te em cada momento,
em cada palavra que não me disseste,
em cada lágrima que me fizeste chorar,
em cada carinho que não me deste,
amei-te,
não te amando,
não me amando.
Amei essa dependência,
que me fazia acreditar que eu não te merecia.
Amei essa adição,
que me fazia acreditar que um dia me amarias.
Amei demais...
Não fui capaz de amar,
porque amei demais.
Não permiti que me olhasses,
porque amei demais.
Ao amar-te demais,
deixei um vazio em mim,
que não se preenche com a solidão que a tua presença deixa em mim.
Esgotei o meu amor,
e não quero o teu amor,
porque amar-te demais é matar-me,
lentamente,
até não restar quem me ame a mim.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Em mim...
Sou como sou,
porque sou,
estou e vou.
Eu,
tu,
nós,
mãos,
olhos e beijos.
Um toque,
uma loucura,
um delírio,
um extâse.
Em mim,
em ti,
em nós,
desejos,
sonhos e ilusões.
Eu,
apenas eu,
uma mulher que sabe,
que quer,
que vive.
Escolhas,
caminhos e viagens.
Não espero,
não aguardo e não quero.
Sigo,
em mim e por mim,
a emoção do desconhecido,
do controlo da vida,
do poder de sonhar com quem quero,
quando quero e onde quero.
porque sou,
estou e vou.
Eu,
tu,
nós,
mãos,
olhos e beijos.
Um toque,
uma loucura,
um delírio,
um extâse.
Em mim,
em ti,
em nós,
desejos,
sonhos e ilusões.
Eu,
apenas eu,
uma mulher que sabe,
que quer,
que vive.
Escolhas,
caminhos e viagens.
Não espero,
não aguardo e não quero.
Sigo,
em mim e por mim,
a emoção do desconhecido,
do controlo da vida,
do poder de sonhar com quem quero,
quando quero e onde quero.
domingo, 10 de maio de 2009
Don´t dream it's over...
Como gostava de dizer que me arrependo,
não consigo,
porque não tenho arrependimentos.
O nosso amor nunca foi nosso,
foi o teu amor mais o meu amor,
cada um no seu espaço,
no seu canto,
ora amo eu,
ora amas tu.
Desfecho prevísivel,
de um amor que nunca se realizou,
porque não foi partilhado,
porque não foi querido.
Apagam-se as luzes,
pela última vez,
já nem te pergunto,
porque não te lembras certamente,
quando me amaste,
porque me amaste,
se me amaste.
Abro mão e deixo-te ir,
tranquila e serena,
desejando-te que encontres a tua felicidade,
que não passa nem nucna passou por mim,
tal como os outros,
nunca me viste,
nunca me conheceste.
Não quero para mim
alguém que não sabe fazer-me sentir especial,
que não luta por mim,
que não não é capaz de entrar no meu mundo.
Choro,
faço o luto pelo meu amor,
que há-de morrer,
tal como o teu já morreu.
Levo comigo
a força que entra no meu peito,
um carinho pelo que passámos
e uma dor pelo que não vivemos.
Sem remorsos nem culpas,
digo-te
Adeus, meu amor!
não consigo,
porque não tenho arrependimentos.
O nosso amor nunca foi nosso,
foi o teu amor mais o meu amor,
cada um no seu espaço,
no seu canto,
ora amo eu,
ora amas tu.
Desfecho prevísivel,
de um amor que nunca se realizou,
porque não foi partilhado,
porque não foi querido.
Apagam-se as luzes,
pela última vez,
já nem te pergunto,
porque não te lembras certamente,
quando me amaste,
porque me amaste,
se me amaste.
Abro mão e deixo-te ir,
tranquila e serena,
desejando-te que encontres a tua felicidade,
que não passa nem nucna passou por mim,
tal como os outros,
nunca me viste,
nunca me conheceste.
Não quero para mim
alguém que não sabe fazer-me sentir especial,
que não luta por mim,
que não não é capaz de entrar no meu mundo.
Choro,
faço o luto pelo meu amor,
que há-de morrer,
tal como o teu já morreu.
Levo comigo
a força que entra no meu peito,
um carinho pelo que passámos
e uma dor pelo que não vivemos.
Sem remorsos nem culpas,
digo-te
Adeus, meu amor!
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Um dia...
O vento toca os meus cabelos,
inspiro e sinto a liberdade encher o meu peito,
neste meu jeito solitário de viver.
A vida é colorida,
cheia de uma alegria e uma energia que me move,
me preenche,
me enche,
me extasia.
Não há ondas no meu mar,
aguardo que venhas perturbar a bonança,
trazendo a tempestade,
o desafio de navegar por entre as ondas,
até chegar ao porto seguro.
Mas,
não vens,
porque não sabes que te aguardo.
Sonho contigo,
noite e dia,
sem conhecer o teu rosto,
o teu cheiro,
o teu corpo.
Nesta alma de criança,
mora uma mulher que vive cada dia,
cada hora,
cada minuto,
ao rubro.
Seduz-me o teu olhar,
sem que eu saiba a cor dos teus olhos,
o perigo,
o medo,
a ânsia,
encerra a promessa de uma vida livre,
voando,
caindo,
sonhando,
vivendo,
estando...
Estou,
sim,
estou à espera que acordes e decidas lutar por mim.
Estou,
sim,
estou aqui a ver quando terás coragem de abraçar
o infinito por mim,
comigo,
em mim.
E nesse dia,
eu te direi: Estou apaixonada!
inspiro e sinto a liberdade encher o meu peito,
neste meu jeito solitário de viver.
A vida é colorida,
cheia de uma alegria e uma energia que me move,
me preenche,
me enche,
me extasia.
Não há ondas no meu mar,
aguardo que venhas perturbar a bonança,
trazendo a tempestade,
o desafio de navegar por entre as ondas,
até chegar ao porto seguro.
Mas,
não vens,
porque não sabes que te aguardo.
Sonho contigo,
noite e dia,
sem conhecer o teu rosto,
o teu cheiro,
o teu corpo.
Nesta alma de criança,
mora uma mulher que vive cada dia,
cada hora,
cada minuto,
ao rubro.
Seduz-me o teu olhar,
sem que eu saiba a cor dos teus olhos,
o perigo,
o medo,
a ânsia,
encerra a promessa de uma vida livre,
voando,
caindo,
sonhando,
vivendo,
estando...
Estou,
sim,
estou à espera que acordes e decidas lutar por mim.
Estou,
sim,
estou aqui a ver quando terás coragem de abraçar
o infinito por mim,
comigo,
em mim.
E nesse dia,
eu te direi: Estou apaixonada!
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Lugar nenhum
Um sentimento de liberdade,
um sonho de conquistar o mundo,
tornar-me desconhecida,
partir,
voar de encontro ao meu destino.
Destino que me espera,
em lugar incerto,
num tempo que não é meu,
numa vida que não me pertence.
Ver o mundo e as gentes,
locais e ambientes,
escalar,
explorar,
sonhar.
Soltar as amarras e deixar-me ir,
bater as asas e voar,
voar,
voar,
encontrar o sonho,
a paixão de viver.
Perder-me algures em lado nenhum.
um sonho de conquistar o mundo,
tornar-me desconhecida,
partir,
voar de encontro ao meu destino.
Destino que me espera,
em lugar incerto,
num tempo que não é meu,
numa vida que não me pertence.
Ver o mundo e as gentes,
locais e ambientes,
escalar,
explorar,
sonhar.
Soltar as amarras e deixar-me ir,
bater as asas e voar,
voar,
voar,
encontrar o sonho,
a paixão de viver.
Perder-me algures em lado nenhum.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Sonho
Quero viver,
sonhar,
dançar,
sentir o coração bater,
dificuldade em respirar,
o medo de estar a perder algo,
deixar passar ao lado,
as emoções que que tenho que sentir...
A vida não pára,
não espera,
e eu corro,
agarro essa chama,
que me toca,
me faz sonhar,
pensar que sou livre,
porque livre eu vou,
eu posso,
eu quero,
ser quem sou...
E acima de tudo,
sei que estou no meu caminho,
ocupada a ser feliz!
sonhar,
dançar,
sentir o coração bater,
dificuldade em respirar,
o medo de estar a perder algo,
deixar passar ao lado,
as emoções que que tenho que sentir...
A vida não pára,
não espera,
e eu corro,
agarro essa chama,
que me toca,
me faz sonhar,
pensar que sou livre,
porque livre eu vou,
eu posso,
eu quero,
ser quem sou...
E acima de tudo,
sei que estou no meu caminho,
ocupada a ser feliz!
Porto Seguro
Estava lá,
contigo,
com eles,
connosco,
senti a solidão a tocar a minha alma
e pude ver,
a verdade como um todo,
eu não encaixo,
eu não pertence a lado nenhum.
O que me roubaram,
não pode,
agora,
ser devolvido,
ser reposto.
Estragaram o caminho que eu trilhava,
partiram o coração que eu trazia,
mataram a esperança que eu sonhava.
Quem sou,
não encaixa,
não pertence a lado nenhum...
Sou filha do vento e do sol,
tão depressa estou quente,
como fria,
cheia de uma vida que explode para sair,
no meio de uma avalanche de lágrimas,
que teimo em conter.
Não me podem pedir que esqueça,
que passe por cima,
pois quem sou,
traz essa herança,
por bem ou mal,
está no meu riso,
está na minha dor,
porque eu não sou de ninguém
nem de lado nenhum...
Simplesmente,
sou eu,
numa viagem de conhecimento e amadurecimento,
que me leva de volta a ti,
o meu porto seguro.
contigo,
com eles,
connosco,
senti a solidão a tocar a minha alma
e pude ver,
a verdade como um todo,
eu não encaixo,
eu não pertence a lado nenhum.
O que me roubaram,
não pode,
agora,
ser devolvido,
ser reposto.
Estragaram o caminho que eu trilhava,
partiram o coração que eu trazia,
mataram a esperança que eu sonhava.
Quem sou,
não encaixa,
não pertence a lado nenhum...
Sou filha do vento e do sol,
tão depressa estou quente,
como fria,
cheia de uma vida que explode para sair,
no meio de uma avalanche de lágrimas,
que teimo em conter.
Não me podem pedir que esqueça,
que passe por cima,
pois quem sou,
traz essa herança,
por bem ou mal,
está no meu riso,
está na minha dor,
porque eu não sou de ninguém
nem de lado nenhum...
Simplesmente,
sou eu,
numa viagem de conhecimento e amadurecimento,
que me leva de volta a ti,
o meu porto seguro.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Feliz...
Um gesto que cativa,
uma palavra que seduz,
um sorriso que ilumina,
um pensamento que nasce,
um olhar que brilha,
o sol que preenche
o lugar que alguém deixou.
Uma promessa que se cumpre,
um beijo que se dá,
uma mão que se oferece,
um carinho que se rouba,
um que toque que fica,
o calor que aquece
a alma de quem precisa.
Uma luta que se trava,
uma lágrima que seca,
um riso que se solta,
uma decisão que se toma,
uma felicidade que se encontra,
uma segurança que se alcança
numa vida indecisa.
O amor que renasce,
uma paixão que desaparece,
uma família que se une,
uma dor que desvanece,
uma serenidade que se conquista,
uma entrega que se faz,
um sonho que encontra
o seu lugar no mundo.
Uma sensação que atropela,
um viver ao rubro,
um gosto que nasce,
uma ilusão que morre,
uma vida que ganha um sentido
que só existe num mundo quase perfeito.
uma palavra que seduz,
um sorriso que ilumina,
um pensamento que nasce,
um olhar que brilha,
o sol que preenche
o lugar que alguém deixou.
Uma promessa que se cumpre,
um beijo que se dá,
uma mão que se oferece,
um carinho que se rouba,
um que toque que fica,
o calor que aquece
a alma de quem precisa.
Uma luta que se trava,
uma lágrima que seca,
um riso que se solta,
uma decisão que se toma,
uma felicidade que se encontra,
uma segurança que se alcança
numa vida indecisa.
O amor que renasce,
uma paixão que desaparece,
uma família que se une,
uma dor que desvanece,
uma serenidade que se conquista,
uma entrega que se faz,
um sonho que encontra
o seu lugar no mundo.
Uma sensação que atropela,
um viver ao rubro,
um gosto que nasce,
uma ilusão que morre,
uma vida que ganha um sentido
que só existe num mundo quase perfeito.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Adeus
As coisas que sei,
não consigo ensinar-te,
nem espero,
um dia,
conseguir mostrar-te.
Sei que olhas para mim,
mas não sou quem vês,
quem imaginas
e não consigo perceber como me admiras,
se ignoras quem eu sou.
Foste uma brisa que passou,
tal como um furacão,
nesta minha vida,
em que ainda procuro um sentido,
uma razão,
para lutar pela minha felicidade.
Cada vez,
que falas da outra,
essa que tu vês em mim,
que não existe,
afastas-te um pouco mais,
colocas um vazio entre nós,
que deixa sem sentido a nossa amizade.
Gostava de poder manter algum carinho,
alguma ternura,
mas,
é uma impossibilidade que marca a minha alma,
porque quem és recorda-me as lágrimas que chorei,
deixa-me incrédula ao que senti,
não me deixa ver algum de bom que nos una,
porque tal como tu,
não te vi nem te conheci.
Mas,
esforço-me,
para recordar os sorrisos que me arrancaste,
embora não tenham sido os meus que querias,
para não me esquecer que me fizeste sonhar,
embora não fosse comigo que sonhavas,
talvez por isso,
ainda me doa perceber que nem te esforçaste para me veres como sou.
Por isso,
esta que tu não conheces,
diz-te adeus e espera que não te voltes a cruzar no seu caminho.
não consigo ensinar-te,
nem espero,
um dia,
conseguir mostrar-te.
Sei que olhas para mim,
mas não sou quem vês,
quem imaginas
e não consigo perceber como me admiras,
se ignoras quem eu sou.
Foste uma brisa que passou,
tal como um furacão,
nesta minha vida,
em que ainda procuro um sentido,
uma razão,
para lutar pela minha felicidade.
Cada vez,
que falas da outra,
essa que tu vês em mim,
que não existe,
afastas-te um pouco mais,
colocas um vazio entre nós,
que deixa sem sentido a nossa amizade.
Gostava de poder manter algum carinho,
alguma ternura,
mas,
é uma impossibilidade que marca a minha alma,
porque quem és recorda-me as lágrimas que chorei,
deixa-me incrédula ao que senti,
não me deixa ver algum de bom que nos una,
porque tal como tu,
não te vi nem te conheci.
Mas,
esforço-me,
para recordar os sorrisos que me arrancaste,
embora não tenham sido os meus que querias,
para não me esquecer que me fizeste sonhar,
embora não fosse comigo que sonhavas,
talvez por isso,
ainda me doa perceber que nem te esforçaste para me veres como sou.
Por isso,
esta que tu não conheces,
diz-te adeus e espera que não te voltes a cruzar no seu caminho.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Free...
Something in the way I look at you,
makes me realize it´s over.
Feel free to fly away
and take with you all the pain you caused me.
When you go,
please be sure to leave me
with the dreams you once gave me.
I feel lighter
because I empty all those tears
you fullfilled my soul.
Leave
but don´t take the happiness you promissed me.
And when you are gone,
stare the blue sky and remember that:
once I was in love with you,
you made me smile
and I was happy.
Now,
I am free,
free to fall in love,
free to live my life with no regrets,
free to fly away in Never never land.
makes me realize it´s over.
Feel free to fly away
and take with you all the pain you caused me.
When you go,
please be sure to leave me
with the dreams you once gave me.
I feel lighter
because I empty all those tears
you fullfilled my soul.
Leave
but don´t take the happiness you promissed me.
And when you are gone,
stare the blue sky and remember that:
once I was in love with you,
you made me smile
and I was happy.
Now,
I am free,
free to fall in love,
free to live my life with no regrets,
free to fly away in Never never land.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Elas...
Não há ondas no meu mar,
a água corre tal como num rio,
com rápidos e momentos de calma.
As duas que cohabitam a minha alma,
entraram em paz,
um acordo entre a paixão e a razão,
sem lutas,
sem guerras,
Sem lágrimas.
O silêncio que se faz ouvir,
no interior da minha mente,
deixa os pensamentos fluírem,
lentamente,
num ápice de recordações,
remoinho de sentimentos,
que controlo,
sem dor,
com certezas de que tudo vai ficar bem,
porque elas,
as que vivem dentro de mim,
equilibraram-se,
numa harmonia perfeita,
que me faz ser quem sou,
lutar pela vida,
que sinto fluir por mim e em mim,
agarrar essa chama,
que me queima,
e viver!
Viver a vida ao rubro,
sempre que possa,
sonhando e sorrindo,
porque estamos felizes.
a água corre tal como num rio,
com rápidos e momentos de calma.
As duas que cohabitam a minha alma,
entraram em paz,
um acordo entre a paixão e a razão,
sem lutas,
sem guerras,
Sem lágrimas.
O silêncio que se faz ouvir,
no interior da minha mente,
deixa os pensamentos fluírem,
lentamente,
num ápice de recordações,
remoinho de sentimentos,
que controlo,
sem dor,
com certezas de que tudo vai ficar bem,
porque elas,
as que vivem dentro de mim,
equilibraram-se,
numa harmonia perfeita,
que me faz ser quem sou,
lutar pela vida,
que sinto fluir por mim e em mim,
agarrar essa chama,
que me queima,
e viver!
Viver a vida ao rubro,
sempre que possa,
sonhando e sorrindo,
porque estamos felizes.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Impossível...
Revivo as palavras que gostava de te dizer,
mas não te digo.
Recordo os gestos que gostaria de ter,
mas não tenho.
Fujo dos teus carinhos,
dos teus olhares,
das tuas palavras,
não me comprometo,
fico ausente,
com um olhar inexpressivo,
finjo que te ignoro
e digo-te que não quero saber.
Não vou onde sei que estás
nem te felicito pelos teus feitos.
Sou ríspida,
arrogante e snob,
procuro não ser atraente,
mostro-te infantil,
imatura,
irresponsável e leviana.
Não quero que olhes para mim,
não quero que penses em mim,
não quero,
porque quero que sejas feliz,
e tua felicidade não passa por mim,
não está em mim nem comigo.
Esta é uma paixão,
que é intensa mas não satisfaz,
não preenche,
que torna o sonho numa dura realidade,
em que o dia seguinte é pior do que o hoje.
Não pudera eu ser outra,
estar noutra pele,
noutro mundo
e entregar-me sem remorso,
sem dor,
sem mentiras,
a esta história que não começou,
e que não acaba nunca.
Por isso,
segue,
vai de encontro a quem te faça feliz,
que eu ficarei a sorrir,
chorando por dentro,
enquanto sorris por ela.
mas não te digo.
Recordo os gestos que gostaria de ter,
mas não tenho.
Fujo dos teus carinhos,
dos teus olhares,
das tuas palavras,
não me comprometo,
fico ausente,
com um olhar inexpressivo,
finjo que te ignoro
e digo-te que não quero saber.
Não vou onde sei que estás
nem te felicito pelos teus feitos.
Sou ríspida,
arrogante e snob,
procuro não ser atraente,
mostro-te infantil,
imatura,
irresponsável e leviana.
Não quero que olhes para mim,
não quero que penses em mim,
não quero,
porque quero que sejas feliz,
e tua felicidade não passa por mim,
não está em mim nem comigo.
Esta é uma paixão,
que é intensa mas não satisfaz,
não preenche,
que torna o sonho numa dura realidade,
em que o dia seguinte é pior do que o hoje.
Não pudera eu ser outra,
estar noutra pele,
noutro mundo
e entregar-me sem remorso,
sem dor,
sem mentiras,
a esta história que não começou,
e que não acaba nunca.
Por isso,
segue,
vai de encontro a quem te faça feliz,
que eu ficarei a sorrir,
chorando por dentro,
enquanto sorris por ela.
Aconteceu...
Se eu tivesse outra vida,
deixaria o coração mandar na cabeça,
e a paixão venceria a razão.
Mas,
esta é a minha vida,
aquela que de algum modo eu escolhi,
ignorando o caminho que seguia,
não sabendo os passos que dava,
não quis ver,
não quis ouvir,
não quis pensar,
apenas quis continuar a sonhar.
Podia ter visto,
devia ter previsto,
quando te abri a porta
e permiti que me fizesses sorrir.
Agora,
é tarde,
muito tarde,
seja qual for o caminho,
seja qual for a minha escolha,
será sempre confuso,
será sempre doloroso,
porque perdi a minha tranquilidade,
porque perdi a minha luz.
Como gostava que me tivessem feito sentir assim,
quando eu era livre
livre para viver esta paixão,
que me atormenta noite e dia.
Agora,
aprendo a viver com esta dor,
lutando,
todos os dias,
em todos os momentos,
para manter a serenidade,
para não deixar,
que impulsivamente,
percebas a minha paixão
e me queiras também.
deixaria o coração mandar na cabeça,
e a paixão venceria a razão.
Mas,
esta é a minha vida,
aquela que de algum modo eu escolhi,
ignorando o caminho que seguia,
não sabendo os passos que dava,
não quis ver,
não quis ouvir,
não quis pensar,
apenas quis continuar a sonhar.
Podia ter visto,
devia ter previsto,
quando te abri a porta
e permiti que me fizesses sorrir.
Agora,
é tarde,
muito tarde,
seja qual for o caminho,
seja qual for a minha escolha,
será sempre confuso,
será sempre doloroso,
porque perdi a minha tranquilidade,
porque perdi a minha luz.
Como gostava que me tivessem feito sentir assim,
quando eu era livre
livre para viver esta paixão,
que me atormenta noite e dia.
Agora,
aprendo a viver com esta dor,
lutando,
todos os dias,
em todos os momentos,
para manter a serenidade,
para não deixar,
que impulsivamente,
percebas a minha paixão
e me queiras também.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Deixa-me ir...
Um sentimento que me queima o peito,
um querer que não quero,
um pensamento que insite em entrar na minha cabeça,
uma dor que me sufoca na garganta,
uma tristeza que preenche os meus dias.
Não quero,
porque me doi.
Não quero,
porque não estás no meu destino.
Não quero,
porque não lutaste por mim.
Não quero,
porque não me fazes feliz.
Mas,
sofro porque não te tenho,
porque sei que não te quero,
porque não sei se me queres.
Deixei de sonhar,
porque insistes em não sair do meu caminho,
quando me esforço para não me lembrar,
tu vens a sorrir para mim,
ignorando como me fazes sofrer
e ainda me doi mais,
porque não reparas na minha tristeza,
porque não sabes que existo.
Cada vez que respiro,
espero que seja a ultima vez que penso em ti.
Cada vez que fecho os olhos,
peço para não ser o teu rosto que eu veja.
Cada vez que eu durmo,
rezo para que não apareças nos meus sonhos.
Não te quero,
e mesmo que quisesse,
recuso-me a perder o controlo sobre mim,
porque a única coisa que é verdadeiramente minha
é a alma que me preenche,
que me faz ser quem sou,
como sou,
e quem amo,
e a minha alma não te quer.
Por isso,
deixa-me ir,
deixa-me partir para longe,
liberta-me,
para que possa,
de alguma forma,
encontrar outra vez,
a minha paz de espírito.
Deixa-me voar,
encontrar os meus sonhos,
as minhas ilusões e o meu sorriso.
Deixa-me ir,
simplesmente ir.
um querer que não quero,
um pensamento que insite em entrar na minha cabeça,
uma dor que me sufoca na garganta,
uma tristeza que preenche os meus dias.
Não quero,
porque me doi.
Não quero,
porque não estás no meu destino.
Não quero,
porque não lutaste por mim.
Não quero,
porque não me fazes feliz.
Mas,
sofro porque não te tenho,
porque sei que não te quero,
porque não sei se me queres.
Deixei de sonhar,
porque insistes em não sair do meu caminho,
quando me esforço para não me lembrar,
tu vens a sorrir para mim,
ignorando como me fazes sofrer
e ainda me doi mais,
porque não reparas na minha tristeza,
porque não sabes que existo.
Cada vez que respiro,
espero que seja a ultima vez que penso em ti.
Cada vez que fecho os olhos,
peço para não ser o teu rosto que eu veja.
Cada vez que eu durmo,
rezo para que não apareças nos meus sonhos.
Não te quero,
e mesmo que quisesse,
recuso-me a perder o controlo sobre mim,
porque a única coisa que é verdadeiramente minha
é a alma que me preenche,
que me faz ser quem sou,
como sou,
e quem amo,
e a minha alma não te quer.
Por isso,
deixa-me ir,
deixa-me partir para longe,
liberta-me,
para que possa,
de alguma forma,
encontrar outra vez,
a minha paz de espírito.
Deixa-me voar,
encontrar os meus sonhos,
as minhas ilusões e o meu sorriso.
Deixa-me ir,
simplesmente ir.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Voo...
Voo livre,
voo leve,
voo solta...
... solta nessa estrada da vida,
sem destino nem sentido,
mas voo alto,
voo longe,
voo só...
... só nesse caminho que alguém traçou,
sem luz nem amparo,
mas voo sem parar,
voo sem pensar,
voo em sonhos...
e em sonhos sonho que estou contigo,
que sou feliz.
voo leve,
voo solta...
... solta nessa estrada da vida,
sem destino nem sentido,
mas voo alto,
voo longe,
voo só...
... só nesse caminho que alguém traçou,
sem luz nem amparo,
mas voo sem parar,
voo sem pensar,
voo em sonhos...
e em sonhos sonho que estou contigo,
que sou feliz.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Mentiras...
Sim,
menti.
Menti,
sem compreender,
sem perceber,
sem razão.
Mas,
menti.
Não consigo dormir,
porque não está em mim mentir
e ignoro como fui capaz de te mentir.
Talvez porque seja confuso,
porque a verdade me magoa mais do que queria,
não sei,
menti.
Menti
e não consigo esquecer que menti,
nem sei como fazer para repôr a verdade,
que nem é tão importante assim.
E a mentira apenas serve
para colocar uma distância entre nós,
evitar que te aproximes
e me faças sonhar.
Menti,
porque me cansei de estar à tua espera,
porque vou-me envolvendo
e eu não quero perder a cabeça contigo
nem por ti,
porque é um luxo que não tenho,
porque não me deixam.
Por isso te menti,
para que não entres na minha confusão,
porque te vou magoar,
fazer sofrer a ti e a mim,
e aos outros também,
assim sofro só
e fico com a consciência pesada,
porque te menti,
mas não te enganei.
menti.
Menti,
sem compreender,
sem perceber,
sem razão.
Mas,
menti.
Não consigo dormir,
porque não está em mim mentir
e ignoro como fui capaz de te mentir.
Talvez porque seja confuso,
porque a verdade me magoa mais do que queria,
não sei,
menti.
Menti
e não consigo esquecer que menti,
nem sei como fazer para repôr a verdade,
que nem é tão importante assim.
E a mentira apenas serve
para colocar uma distância entre nós,
evitar que te aproximes
e me faças sonhar.
Menti,
porque me cansei de estar à tua espera,
porque vou-me envolvendo
e eu não quero perder a cabeça contigo
nem por ti,
porque é um luxo que não tenho,
porque não me deixam.
Por isso te menti,
para que não entres na minha confusão,
porque te vou magoar,
fazer sofrer a ti e a mim,
e aos outros também,
assim sofro só
e fico com a consciência pesada,
porque te menti,
mas não te enganei.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Estou...
Não interessa onde fui,
muito menos interessa para onde vou,
apenas sei que fui abençoada,
porque vocês estão no meu caminho.
Quando chorei,
veio a tua mão limpar-me as lágrimas.
Quando me senti só,
vieste dormir ao meu lado.
Quando achei que não conseguia continuar,
deste-me a mão e caminhaste comigo.
Olho para ti,
vejo o fogo que me queima por dentro,
que me faz vibrar,
que me recorda quem sou
e mesmo quando a outra,
aquela que não quer a minha vida,
teima em aparecer,
estás lá tu para me recordar
como é bom viver,
como é bom sonhar,
como é bom ser feliz.
Por isso,
estou incondicionalmente para ti,
porque na alegria ou na tristeza,
consigo sentir o calor do teu corpo,
o carinho do teu toque,
a luz do teu sorriso
e sonhar que estou feliz.
muito menos interessa para onde vou,
apenas sei que fui abençoada,
porque vocês estão no meu caminho.
Quando chorei,
veio a tua mão limpar-me as lágrimas.
Quando me senti só,
vieste dormir ao meu lado.
Quando achei que não conseguia continuar,
deste-me a mão e caminhaste comigo.
Olho para ti,
vejo o fogo que me queima por dentro,
que me faz vibrar,
que me recorda quem sou
e mesmo quando a outra,
aquela que não quer a minha vida,
teima em aparecer,
estás lá tu para me recordar
como é bom viver,
como é bom sonhar,
como é bom ser feliz.
Por isso,
estou incondicionalmente para ti,
porque na alegria ou na tristeza,
consigo sentir o calor do teu corpo,
o carinho do teu toque,
a luz do teu sorriso
e sonhar que estou feliz.
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